"Aquele que não desenvolver uma estabilidade interna estará sempre correndo atrás de prazeres vazios"

G.I.Gurdjieff


A Terapia para Terceiros (TpT) é uma aplicação particular da Psicologia Integral que utiliza os recursos da Telepatia.

É uma técnica nova, única e práticamente desconhecida, indicada para todo aquele que se debate com dificuldades com outros e, se sente impotente para as resolver com os meios tradicionais ao seu dispor.

É especialmente utilizada para ajudar outros. Pode ser útil a pais que não sabem o que fazer com os filhos sejam eles crianças ainda bem novas ou adolescentes, maridos e esposas que se queixam dos seus conjuges, filhos que gostariam de ajudar os pais, etc.

Existe ainda uma enorme ignorância geral acerca da telepatia devido ao endeusamento que alguns fazem dela e à aparente inacessibilidade da mesma para o cidadão comum.

Porém, fenômenos tais como Telepatia, Vidência, Clarividência, ou ainda Imposição de Mãos com transferência de energia para ajudar doentes, têm sido observados através da História da Humanidade.

O texto que se segue, foi,pela sua qualidade e, com autorização do Prof. Dias, transcrito na sua íntegra a partir do seu texto de introodução à Telepatia

A transcrição do texto não vincula o autor deste site às restantes ideias apresentadas no site em questão.

Telepatia é o fenômeno que evidencia a possibilidade de comunicação entre dois cérebros a distancia. Demonstramos com mais facilidade essa possibilidade quando as pessoas estão próximas, permitindo aferir os resultados de imediato. Nesse caso o fenômeno é atribuído a uma maior sensibilidade e denominamos Hiperestesia. Essa maior sensibilidade talvez seja mais própria da Zona Psicovisual da Área Visual, situada no Lobo Occipital do nosso Cérebro. Quando se trata de percepção de sons de modo subjetivo, própria da zona Psicoauditiva, denominamos clariaudientes. Na zona Psicotáctil naqueles que sentem sensações desta natureza, denominamos sensitivos.

Denominamos Vidência quando essa comunicação se faz pela transmissão de uma Imagem, sem detalhes anexos que permitam estabelecer um contexto de imediato.

Clarividência se estabelece quando a comunicação é feita por imagem, que além de ser clara, nítida, circunstanciada, mostra detalhes do ambiente e, muitas vezes, pessoas em movimento e até a presença de animais de estimação.

Muitas pessoas, ao que parece até 25% de uma amostra de população, não conseguem perceber imagens e outras têm dificuldade mesmo de visualizar e de imaginar. Neste caso, percebem por idéias que fluem com uma certa facilidade. São os Intuitivos Verbais que ao relatar têm a impressão de que estão inventando tudo, mas, no entanto é a expressão de uma realidade válida.

Pesquisando esses assuntos de maneira mais ampla, verificamos que os fenômenos relatados poderão ser observados em todos os povos - dos naturais da Patagônia aos esquimós no Ártico. Dos africanos do Sul da África aos europeus da Escandinávia. Em todos os povos da Ásia e do Oriente Médio, notadamente entre tibetanos, hindus, polinésios e havaianos, sem esquecer os sensíveis aborígenes da Austrália.

Em cada povo, ou região do globo terrestre, observamos a existência de um ou mais grupos culturais. Cada grupo cultural tem sua psico-religiosidade própria, além de seus costumes e hábitos. Assim, cada cultura associa os fenômenos com sua psico-religiosidade. Considere-se ainda os grupos que, com ou sem religiosidade, consideram esses fenômenos como parte de uma "magia", manifestando uma certa independência em relação a normas, princípios, dogmas e rituais, prevalecendo o "quem sabe faz" e fugindo do: "quem não sabe quer ensinar e quer mandar".


Assim como cada liderança política trata de estabelecer suas leis de governo, cada liderança religiosa estabelece princípios, normas e rituais de adoração. Como conseqüência disso, temos pelo menos 400 religiões a serem consideradas como a institucionalização da existência de Deus por parte do homem, cada qual com teologia própria. Destas, quatro são entendidas como Grandes Religiões devido o grande número de adeptos: Budismo, Islamismo, Hinduismo e Cristianismo. No Cristianismo há pelo menos 1780 seitas, fora as Ordens Religiosas com suas normas particulares, bem como os tipos de Igrejas, cada qual com seus Estatutos. Considere-se o aumento do número das seitas neste último século, cada uma com novas idéias, novos interesses, novos enfoques e novas maneiras de encarar os Evangelhos de Nosso Senhor Jesus, O Cristo...

Em todas as religiões e seitas, é possível encontrar pessoas com as faculdades acima mencionadas no primeiro parágrafo, de modo que é possível concluir que tais faculdades psíquicas independem do tipo de religião, ou da seita professada, convencional, ou não Convencional, "Renovada", "Não-Renovada", ou ainda independem do tipo de explicação dada ou do tipo de disciplina adotada quando se trata de sociedades místicas e ou esotéricas.

É interessante lembrar que os padrões de comportamento ético, bem como a moral foram convencionados por um grupo cultural e dependeram do tipo de Filosofia ou de Religião, desencadeada a partir de uma Filosofia, predominante em cada época. Também dependeram dos interesses e dos acordos entre lideranças religiosas e governos em cada etapa da evolução social. É assim que às pessoas que apresentassem qualidades de percepção ligadas à leitura de pensamento ou de cura de doentes e enfermos foram taxadas de bruxos pelos chefes religiosos medievais impotentes para tais fenômenos. Foram afogados, mortos e queimados, como se fossem do mal, apesar de apresentarem o mesmo tipo de ação que Jesus, O Cristo, apresentou e que, em seu tempo, também foi morto por recomendação de sacerdotes.

Apesar dos surtos de estupidez humana serem ocasionais e temporais e repetidos, para o bem da humanidade o homem também tem a tendência de repetir comportamentos e experiências que de algum modo deram certo. "Se vós fizerdes o que digo que façam, coisas maiores do que estas que eu faço vós fareis" (Jesus, O Cristo). Assim, o homem observa e imita os mais idosos e os mais antigos naquilo que interessa, e havendo capacidade tenta ultrapassá-los, ou materialmente, ou intelectualmente, ou ainda em ambos os aspectos, dependendo dos seus valores básicos e de sua capacidade de percepção e de expansão de consciência.

A repetição de gestos, atitudes, palavras, ou "chavões" como frases feitas, gera automatismo e condicionamentos. Todo automatismo por um processo neurológico, poderá evoluir para um Estado Alterado de Consciência. A Neurolingüística estuda as alterações na fisiologia nervosa em função das palavras e a sugestibilidade conseqüente.

Um estado alterado de consciência pode ser entendido como "um estado de espírito", quando então, observamos alto grau de sugestibilidade e grande facilidade para registrar informações no nível do subconsciente, sem ter a devida análise crítica. Aproximadamente 75% das pessoas são sensíveis a esse processo. Destas, 25% são muito sensíveis e 3% extraordinariamente sensíveis. Estas últimas, quando bem treinadas e orientadas, podem ler pensamentos com facilidade, perceber fatos que ocorrem à distância, ter visões relativas a sua própria realidade, ou relativas à realidade de terceiros e até mesmo premonições. Os dotados costumam atribuir suas qualidades à "espiritualidade" pessoal e à religião que professam, ou ainda a alguma prática em particular associada a uma filosofia.

É comum observar essa fenomenologia onde haja danças ritualísticas, récitas e cânticos repetitivos, posturas repetidas com fixação de imagem (mandala) e repetição de sons (mantras), ou ainda relaxamentos prolongados seguidos de sugestões. Não importa qual a crença do indivíduo, a repetição continuada de preces estereotipadas, em introspeção, também gera estados alterados de consciência.

Somando-se esclarecimentos com treinamentos adequados, poderemos desenvolver hiperestesia, aumento de intuição, aumento da capacidade de concentração, de memória, de imaginação e criatividade, alívio de estresse, que em conjunto representam maior eficiência no trabalho, além de um reforço do Ego (
Nota de Wagner Borges: Para enriquecer a explicação sobre o ego, peço permissão ao prof. Dias para adicionar um pequeno adendo aqui no rodapé do seu texto.) que resulta em mais segurança pessoal, sem nenhum tipo de conotação religiosa. No entanto, os resultados práticos podem tornar a pessoa mais eficiente na religião que pratica, se pratica, ou quando pratica.

O ego aqui citado é o mesmo que o EU, a identidade da consciência, a expressão pessoal de um Ser. Em outros contextos espiritualistas, notadamente em estudos iniciáticos ou iogues, o ego pode ser interpretado de forma negativa, como sendo o conjunto personalístico inferior de alguém. Daí, alguém diz: "Fulano está com o ego inflado e se acha o tal!" - Ou, "É preciso dissolver o ego para alcançar a realidade espiritual."

Nesse contexto, o ego é associado a arrogância e ao egoísmo, sendo os dois filhos diretos do personalismo inferior, que se acha o máximo e o centro do universo, sem a noção de interdependência criativa para além dos próprios interesses mesquinhos. Ou, melhor dizendo, para além do próprio umbigo.

No contexto em que o prof. Dias coloca o ego aqui, fica bem evidente que é no sentido psicológico mesmo, como a expressão pessoal da pessoa, que precisa ser reforçada para aumentar sua segurança em sua expressão como Ser no mundo. Ou seja, simplesmente aumentar a capacidade de concentração e melhorar a auto-estima para se expressar pessoalmente no mundo e nas relações humanas de forma consciente e madura.

Por qual razão um treinamento adequado facilita que a maioria das pessoas vivencie uma experiência telepática indiscutível?

Quando estamos diante de um fenômeno não usual, temos duas opções:

 A primeira opção é procurar alguém que dê uma explicação. Não é difícil encontrar alguém que, mesmo não tendo informação suficiente, se manifeste com um "acho que", formulando uma resposta lógica, até razoável, mas pouco provável. Essa é a postura das pessoas imaturas ao procurar alguém que, pela atitude ou função, pareça autoridade e faça afirmações que, geralmente, são de fundo religioso ou místico.

A segunda opção: Um místico esotérico é um religioso que vai investigar de modo científico, pois o esotérico não se contenta com as explicações místicas dos religiosos profissionais de uma religião ou seita. No caso em que ele perceba a falta de consistência daquele que tem a posição de mentor, procura quem possa orientar em uma investigação com apoio cientifico.

Um pragmático, ou rejeita de imediato, buscando argumentos que sustentem a rejeição, ou, se inteligente e com interesse, também vai investigar de modo científico.

A linha científica exige que, em primeiro lugar, haja muita observação do fenômeno em pauta. Exige que mais do que um observador colha os dados e as informações a respeito. Exige que os observadores troquem informações e impressões em busca de um consenso. Quando se observa com propriedade, é possível construir hipóteses razoáveis.

Uma hipótese é uma explicação que é apresentada como um juízo.

Um juízo é uma frase bem elaborada que expressa uma idéia, ou, um pensamento com clareza e precisão.

Muitas vezes surgem muitas hipóteses para um mesmo fenômeno, e a atitude correta é, numa introspecção, analisar cada uma delas e pensar qual delas seria a mais provável.

Tendo encontrado uma explicação que pareça ser a mais provável, é preciso testar. Os testes são práticos e obedecem alguns planos de ação. Desse modo, com a ação, procura-se repetir o fenômeno de maneira controlada. Se as tentativas práticas de repetição controlada tiverem sucesso, é porque a hipótese sugerida é correta. Nesse caso a hipótese comprovada passa a ser denominada teoria.

Portanto, uma teoria é uma explicação que é amparada pelos resultados práticos obtidos de modo controlado. Uma teoria pode encerrar várias hipóteses correlatas. Uma teoria é válida até o momento em que um novo fato venha a sugerir uma modificação do ponto de vista anterior.


A maneira como se faz a repetição controlada de um fenômeno na prática, denomina-se método de trabalho. Com o método aprimorado, podemos provocar o fenômeno de modo controlado quantas vezes desejarmos.

Uma vez que o método funciona, é possível aplicá-lo e fazer com que a maioria das pessoas vivencie o fenômeno de transmissão de informações de um cérebro para outro, seja perto ou à distância. A EFICÁCIA É A MEDIDA DA VERDADE.

Por que isso é possível para a maioria e não para todas as pessoas?

Porque somos todos semelhantes, mas não somos iguais! Os cérebros diferem em tamanho e em número de neurônios funcionais. Faz uma diferença a alimentação nos primeiros meses de vida, o tipo de atividade física da criança até os sete anos, o tipo de atividade mental até os onze anos. Faz diferença a estrutura psicológica da pessoa dos onze anos até a maturidade. A maturidade pode acontecer aos vinte e um anos, mas poderá acontecer aos 28 ou 30, ou... Nunca. Faz diferença a quantidade de micro-cristais de sílica (quartzo), nas células da Epífise (glândula pineal).

Uma das características da pessoa madura é ser lógica, racional, analítica e ter bom senso. É saber conviver com as incertezas sem tensões e ansiedades, ou mesmo medo. Uma pessoa madura distingue a diferença entre imaginação e fantasia, distingue o que é fé de uma crença. Sabe que a imaginação é criativa e construtiva. Sabe que fé é o que intuiu como certeza. Sabe que crença é a aceitação do que os outros digam que seja. A intuição mostra o caminho correto para que se obtenha o resultado prático. O resto é discussão teórica inútil que satisfaz a vaidade, e é a fantasia que leva a uma crença.

Um método de trabalho é estabelecido para uma maioria. Se ele funciona para 50% mais um já é valido dentro da relatividade de estruturas em uma amostra da população, principalmente quando se trata de atividade mental.

Como funciona um cérebro em diferentes estados de consciência?

Um cérebro funciona como um computador. Registra todas as informações que tenham de algum modo acesso ao "banco de memória". Este é constituído por milhões de neurônios que recebendo a informação, convertem a mesma em um cristal de proteína nova, sintetizada a partir dos aminoácidos fornecidos pelo sangue.

As informações chegam para a pessoa que está consciente e ligada com o meio ambiente, como alguma forma de energia vibratória, luz, calor, eletromagnetismo, pressões etc. Essa energia, atingindo as células sensoriais de cada órgão dos sentidos, é convertida em energia eletroquímica que percorre os nervos até um dos centros nervosos sensoriais do cérebro. Aí a energia modifica moléculas de RNA, que por sua vez promove a síntese dos cristais de proteína de acordo com o tipo de informação recebida. Assim cada neurônio funciona como um chip de computador.

Todo computador precisa de um operador inteligente. Nós temos nossa Consciência, que é um campo de energia inteligente e que opera o cérebro. Nosso cérebro difere de um computador em alguns aspectos. Um deles é o de que o cérebro pode ser desligado das informações que chegam do meio ambiente, enquanto nossa consciência trabalha internamente no mesmo. A isso denominamos introspecção profunda. Outro aspecto é que o cérebro funciona como se houvesse uma antena, captando informações diretamente de outro cérebro, como se fosse um aparelho de televisão, às vezes como se fosse rádio, outras vezes como se estivesse recebendo impressões físicas do tacto, porém todas essas impressões são realizadas como enfoques no nível mental e são denominadas psíquicas.

A percepção dessas informações que entram diretamente no cérebro, sem passar pelos órgãos dos sentidos, depende de que o consciente esteja desligado do ambiente e ligado com o cérebro em nível de introspecção profunda. A isso denominamos "um estado alterado de consciência", ou "um estado alterado de espírito".

Para entender isso é preciso primeiro observar duas coisas:

Como é nossa consciência, o nosso EU.

Como é estruturado o cérebro e o que se sabe de sua fisiologia.

Apenas como informação inicial: Certa vez eu estava relaxando. É comum e natural para quem relaxa muito que se desdobre. Quem desdobra pode ver o corpo físico, como se a consciência o estivesse enfocando de um ponto no espaço (viagem astral, desdobramento espiritual, experiência fora do corpo). Pode ter a noção de que não somos o físico, somos algo na dimensão da energia, somos espírito. Dessa vez foi diferente. O físico deitado no tapete. Ao lado do físico um corpo sombreado, transparente, mas definitivamente igual ao físico, em pé, olhando para físico. A consciência estava em uma terceira posição "vendo" os dois. Um espanto! O EU estava no espaço, consciente e cognitivo, observando um corpo denso e outro menos denso. * Essa ocorrência foi em 1973.

Só entendi o que aconteceu em 1975, quando li a respeito da psicologia dos antigos havaianos no livro "Os Milagres da Ciência Secreta", de Max Freedon Long. O enfoque havaiano permitiu entender melhor como a consciência do homem é a imagem e semelhança da Trindade, ou vice versa, entender a idéia que Moisés fazia da Trindade quando escreveu o Gênesis, pois ao que parece, Moisés (Moria El) conhecia os princípios das ações psíquicas. Os havaianos sabiam que a consciência do homem é trina, apresenta-se com três aspectos que denominavam: Eu Superior, Eu Médio e Eu Inferior.

Potencialmente a energia vital é regida pelo Eu inferior (parte física). O Eu inferior é denominado "subconsciente" pela Psicologia moderna, e é ele que controla as reações fisiológicas do organismo. O Eu médio, denominado nível consciente pela psicologia moderna, pode influir e modificar as ações do Eu inferior, podendo ainda de maneira lógica reprogramar hábitos e atitudes. Para tanto, o Eu médio tem que aprender a se ligar com o Eu Inferior, e essa ligação se faz através da introspecção. O Eu médio, lógico, racional e analítico, tem noção da existência do Eu Superior (espírito, supraconsciente, consciência propriamente dita) e busca se ligar com essa parte divina. A ligação com o Eu Superior se faz através do EU Inferior, na introspecção, daí os conselhos de Jesus:

Vivei em oração.

Arrependei-vos de vossos pecados. (Os pecados fazem barreira no subconsciente).

3. Ama a Deus de todo vosso entendimento e ao próximo como a ti mesmo. (Evite os pecados como: ofensas, injúrias e prejuízos causados).

Os havaianos denominavam o Eu Superior de Espírito Paternal, Espírito Protetor, e também de O Pai. Essa linguagem dos havaianos foi herdada de uma civilização mais primitiva, e suas idéias e conceitos batem com a tradição da Polinésia, podendo ser observado que a essência do conhecimento coincide com a dos Maias, dos Índios Norte Americanos, dos Hindus, e dos conhecimentos dos antigos Israelitas e dos Egípcios antigos. A diferença está em que os havaianos conservaram a simplicidade e a efetividade, enquanto os outros complicaram.

"Como é estruturado um cérebro e o que se sabe de sua fisiologia."

Naturalmente vamos nos limitar ao que diz respeito à telepatia.


A unidade estrutural de um cérebro é o neurônio, uma célula muito especializada com estrutura complexa. Possui ramificações que o colocam em contacto com outros neurônios, com músculos e com glândulas. Os neurônios, como qualquer célula, produzem energia vital à custa de reações químicas (+- 5.000 concomitantes), controladas por enzimas e hormônios. Essas reações produzem energia e parte dessa energia é convertida em energia eletroquímica. Quando a energia elétrica atinge um certo potencial de ação, o neurônio dá uma descarga, a eletricidade percorre o prolongamento do neurônio e aciona outro neurônio, ou, uma fibra muscular que então se contrai, ou, uma glândula que então produz.

Músculos e glândulas são a maneira pela qual agimos e reagimos. São nossos "efetores". Cada descarga elétrica do neurônio é denominada PULSO. Os neurônios pulsam intermitentemente, e a freqüência de pulsação dos neurônios em cada área do cérebro varia com o estado mental e com a atividade do indivíduo como um todo. A pulsação neural intermitente e moderada que, é dirigida aos músculos ligados ao esqueleto, mantém o tônus muscular, isto é, esse estado de semicontração que permite a postura e o equilíbrio.

Além dos neurônios há células menores com ramificações mais curtas que preenchem espaços entre os mesmos neurônios. São as Células da Glia, fazem parte do tecido nervoso e participam das ações dos neurônios. A impressão é a de que ajudam a armazenar as informações, além de dar suporte.

Observação: Crianças que têm bastante atividade física até os onze anos, têm o cérebro mais desenvolvido e possuem mais habilidades do que aquelas que são tolhidas em apartamentos. Experiências com camundongos mostram que aqueles que se desenvolveram com mais atividade física, têm o cérebro mais pesado, com maior densidade de células da Glia.

Sempre há pessoas acidentadas (infelizmente, mais motoqueiros imprudentes), ou pessoas feridas em guerra. Muitas perdem parte do cérebro, mas continuam vivas. Os médicos, nessas circunstâncias, podem observar qual a relação que há entre a área de lesão e a disfunção correspondente. Então, as Escolas alemãs, inglesas, americanas, francesas, italianas, etc., puderam chegar em um consenso, estabelecendo um mapa das funções cerebrais em cada área cinzenta do córtex.

Há uma área do cérebro para cada um dos sentidos, por exemplo, e em cada área que corresponda a cada um dos sentidos há três zonas distintas: 1- Zona primária. 2-Zona psico-sensorial. 3 - Zona Gnósica.

Para melhor entendimento, tomemos a Área Visual como exemplo. A Zona Primária da área visual recebe os impulsos que chegam através do nervo óptico e os converte em percepção de luz, sombra e cores. Os neurônios de associação passam essas impressões aos neurônios da Zona Psico-visual onde as impressões formam a imagem mental, a foto mental do que estamos vendo. Essa percepção passa para a área gnósica onde é impressa na memória como micro-cristais de proteína. Futuramente, ao enfocar mentalmente o banco de memória, reproduzimos a imagem. Assim é com os demais sentidos.


Quando alguém enfoca uma imagem mental, está produzindo uma forma pensamento. Ao imaginar, o cérebro tem o nível de energia aumentado em dobro em relação ao que desenvolve quando estamos raciocinando, ou, simplesmente observando o que ocorre no mundo exterior. Há uma variação no campo de energia eletromagnética que é conseqüente dos pulsos dos neurônios. Essa variação energética no campo magnético pode se propagar no espaço atingindo outro cérebro. A propagação é possível, mediante uma lei da física, segundo a qual ondas de energia de menor amplitude podem cavalgar outras de maior amplitude, desde que haja freqüência harmônica. Como o Campo Magnético da Terra pulsa a 10,5 ciclos por segundo (NASA), tudo o que está dentro desse campo magnético sofre a sua influência. Quando a pessoa está imaginando (vendo as imagens mentais), o cérebro apresenta predominância de pulsações de 10,5 ciclos por segundo (Ondas Alfa), que possivelmente estão em harmônico com as da terra, cavalgando nas mesmas e propagando-se no espaço.

Se uma outra pessoa está introspectiva e receptiva poderá perceber a variação energética como a imagem. É possível enviar a imagem intencionalmente para uma pessoa, basta que se pense na mesma e assim está feito o contacto subjetivo com hiperestesia, ou, telepatia. Tivemos a oportunidade de contatar por várias vezes, pessoas sensíveis e treinadas que, estavam a 2.500 Km., 4.500 Km., e outra vez, de SP à Cidade do México.

"A Atividade Cerebral e os Estados Mentais."

Como já foi mencionada em artigos anteriores, a atividade cerebral pode variar com o Estado Mental da pessoa. Também temos que considerar que pode haver diferença de atividade em diferentes áreas sensoriais do cérebro. Essa diferença de atividade pode traduzir em diferença de pulsação elétrica neural em cada área. Com a diferença de pulsação há diferença do grau de energia disponível, o que também faz a diferença no campo eletromagnético gerado pelo encéfalo (en = dentro; kephale = cabeça), como conjunto.

Os médicos estudiosos decifraram uma série de coisas que muito nos ajudam a entender os fenômenos que escapam ao currículo da medicina tradicional, mas ajudam nas terapias alternativas. O descobridor da possibilidade de registrar atividade cerebral foi Berger, cientista alemão, que em 1925 construiu um eletroencefalógrafo primário.

Hoje em dia o médico dispõe de equipamento moderno, o eletroencefalógrafo que registra pelo menos 32 tipos de ondas cerebrais (gráficos ondulados em papel próprio), correspondentes aos pulsos elétricos produzidos nas diferentes áreas do cérebro. Essa pulsação pode ir de 0,5 ciclos/segundo (um pulso a cada dois segundos) até +- 60 ciclos/segundo. Mais do que 60 ciclos/segundo ocorre em estados de tensão, ansiedade e medo e a pessoa desmaia para proteção do sistema. Os registros feitos no eletroencefalógrafo permitem saber se a pessoa está normal, ou possui alguma área com irritação e pulsações anormais, como por exemplo, na epilepsia ou em focos de convulsão.

Para melhor comunicação e entendimento, a escala de pulsações de 0 a 60 foi dividida em faixas, recebendo nomes para identificação. Assim as pulsações de 0 até 4 ciclos/segundo. São denominadas ondas Delta e são predominantes durante o sono profundo. As pulsações entre 4 e 7 ciclos/segundo denominam-se pulsos Teta e são predominantes em introspecção profunda para criatividade e improviso, ou ainda em estados emocionais. As pulsações de 7 até 14 ciclos/segundo denominam-se Alfa e são predominantes quando se trabalha com a imaginação. De 14 ciclos até 60 cicios/seg. denominam-se pulsos Beta e são predominantes quando se está "ligado" ao ambiente, em estado de alerta. Se a pessoal está tranqüila e raciocinando, falando ou prestando atenção Ao que dizem, a pulsação predominante é Beta ao redor de 21 ciclos/segundo. Se há tensão, 28 a 30 ciclos/segundo Se há ansiedade, pode atingir 40 ciclos/segundo. Se há medo e as emoções estão sem controle, até 60 ciclos/segundo.

Há uma relação entre a o ESTADO MENTAL, a PULSAÇÃO CEREBRAL e ENERGIA DISPONÍVEL. Assim, o potencial elétrico em Beta, 21 ciclos/segundo é de 50 microvolts por neurônio, em Alfa a 10,5 ciclos/segundo é de 100 microvolts/neurônio. Já em Teta há no mínimo 250 microvolts, sendo que na passagem de Teta para Delta, há geralmente 380 microvolts. Quando a pessoa dorme, com predominância de Delta, a voltagem cai, oscilando de 10 a 50 microvolts. Pessoas tensas, ansiosas e com medo tem potenciais menores do que 50. Se o indivíduo entra em coma, as pulsações são da ordem de 0,5 a 3 ciclos/segundo. Com a morte cerebral não há pulsos.


Agora relacione estes dados com o seguinte: se a pessoa está em atitude racional e analítica, o cérebro mantém 50 microvolts. Se estiver introspectiva, imaginando, o cérebro mantém 100 microvolts; se estiver concentrada em criatividade e improviso, o cérebro mantém um potencial de 250 a 380 microvolts.

Curiosamente, "médiuns", videntes, clarividentes, leitores de mão, cartas, adivinhos, quando em ação, mantém predominância de ondas Alfa, com 10,5 ciclos/segundo e 100 mv. de tensão.

Benzedores e curadores eficientes, enquanto atuam, mantém predominância de ondas teta e no mínimo 250 microvolts, podendo chegar a 1.500 mv. em casos raros. Depois, a experiência compensa a diminuição do nível de energia que pode ocorrer com a idade.

 "COMO AGEM OS CURANDEIROS E BENZEDORES"

Benzedores e curandeiros são pessoas que têm facilidade de se concentrar e de entrar em estados alterados de consciência, ou, em diferentes estados de espírito nos quais há facilitação de fluir alguma forma de energia que tem a haver com a energia vital modificada. Os estudos a respeito da atuação dos Kahunas (os donos do segredo) havaianos permitem uma melhor compreensão do fenômeno de transferência de energia, de pessoa para pessoa, ou, de pessoa para animal e ou vegetal, bem como o acumulo dessa energia em objetos como bastões de madeira porosa, água, etc.

A essência do fenômeno é a mesma em toda a face da terra. A maneira como é explicado é que varia de cultura para cultura. Os nomes (rótulos) dados para a energia que flui de um corpo para outro também muda de acordo com a cultura e de acordo com quem acha que a descobriu. Assim conhecemos como Mana entre os havaianos, Maná entre os israelitas (povo de Isis, Ra El), Kundalini entre os Hindus, Força Ódica, Força Zódica, Espírito etc.

O Eu Médio, a porção consciente e lógica da consciência, é intermediária entre as outras duas Forças do Eu. O Eu Inferior, porção denominada subconsciente da consciência, governa todas as reações da Parte Física, e mantém o desenvolvimento de energia de modo equilibrado que dá sustentação à vida como ENERGIA VITAL.

O desenvolvimento de um extra de energia por parte do Eu Inferior, subconsciente, pode ser comandado pelo Eu Médio, a porção lógica, racional e analítica da consciência. Esse comando se faz pela vontade, usando-se artifícios como respirações ritmadas e profundas, por exemplo, prevalecendo a intenção com que se faz e a fixação de imagens que representam os resultados desejados.

O extra de energia produzido pela ação do Eu Inferior, subconsciente, pode ser usado intencionalmente pelo Eu Superior, agora, já convertida em energia de alta freqüência que, inclusive pode ter ação à distancia, sempre sob comando do Eu Médio. O curioso é que neste caso, uma segunda pessoa que esteja em sintonia, pode funcionar como torre retransmissora dessa forma de energia.

Quando uma pessoa se encontra em estado alterado de consciência, verificamos predominância de ondas Teta, havendo também ondas Alfa e alguma coisa de ondas Beta, conforme demonstrado por Jean Milley, da Stanford University Ca., no Rio de Janeiro em 1978, com a ajuda de seu equipamento eletrônico. Um cérebro com predominância de ondas teta, em sintonia e harmonia com as ondas das radiações cósmicas, deve ter um reforço de energia. Ao mesmo aparenta isso, pois, há situações em que se mede alem de 380 mv. de tensão elétrica. (Jean Milley; Bárbara Brown).

Para melhor entendimento do fenômeno de transferência de energia, entra a regra xamânica havaiana: "A ENERGIA FLUI PARA ONDE O PENSAMENTO VAI". Assim se explica como a energia que emana do curandeiro pode melhorar o estado geral de um paciente, podendo ser direcionada para um ou mais órgãos especificamente.

Mais curioso ainda é saber que os havaianos que sabiam o segredo da mobilização de energia que escapa à medição da aparelhagem cientifica, já ensinavam que a energia vital que se manifesta em um corpo pode ser de três níveis: MANA, MANA MANA, MANA LOA, respectivamente, 50mv.(Beta), 100mv.(Alfa), 300mv. (Tetha). Mana Loa, segundo eles, é quando se manifesta a energia do Eu Superior que, age a distancia, afetando objetos, vegetais, animais e pessoas. Esse fenômeno pode ser observado em mais do que um povo, ou, grupo cultural. O que difere é a crença que cada um tem a respeito da origem da força e do modo como desencadear o fenômeno.

Quem realmente sabe como funciona, faz, independentemente de explicações! Daí, outro principio da ação xamânica: "A EFICÁCIA É A MEDIDA DA VERDADE".

Geralmente, quem não sabe fazer quer ensinar e dar explicações a tudo de modo místico, sem base prática. Quem não sabe ensinar, assume a posição de quem quer mandar (geralmente se colocam na posição de dirigentes, com ar doutoral, para dizer como os outros devem agir, ou se comportar). Também a possibilidade de Lideres Religiosos Teóricos, que nada sabem da prática, apontarem aqueles que sabem fazer como agentes do Mal. Pura inveja! O fanatismo e a ignorância andam de mãos dadas, e a estupidez humana já foi causa da exclusão e mesmo da morte de muitos inocentes. Esquece-se dos dizeres de Jesus, o Cristo: "se vós fizerdes o que digo que façam, coisas maiores do que estas que faço, vós fareis".

A questão é que a verdade está no fazer e não no dizer.

Fim do texto do Prof. Dias.

Como referido no início, os processos que proponho são baseados nestes aspetos acabados de enunciar pelo Prof. Dias.

A sua funcionalidade tem sido verificada de forma permanente na maioria dos casos,conforme alguns testemunhos e casos apresentados no Fórum




 


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